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Qual a maior obra de Leonardo Da Vinci?

Monalisa
A Santa Ceia
Perspactiva na Pintura
O Homem Vitruviano
Madona das Rochas



 
 

Pinturas da dÉcada de 1500
* Retorno a Florença (1500-1506)

A Madona do FusoNesse período devido à tomada de Milão Leonardo retorna a Florença, onde então inicia a pequena pintura intitulada de Madona do Fuso.

Madonna do Fuso foi uma pintura de Leonardo da Vinci. Realizada a óleo, em Florença, no ano de 1501, o original já não existe; existem apenas cópias baseadas no primeiro. Foi pintado quase no mesmo período de Mona Lisa, daí o facto de as paisagens no fundo da composição serem semelhantes em ambos os quadros.

O nome desta pintura realizada por Leonardo é esse porque o Menino segura um fuso de fiar, cuja forma, em primeira vista, se assemelha a uma cruz e só numa observação mais precisa se clarifica o que de facto representa. O fuso demonstra o espírito doméstico da Madonna (Virgem Maria), mas também remete o observador para uma alusão da cruz, símbolo de Jesus Cristo.

Ao longo dos tempos, vários críticos têm atribuido diversas interpretações ao fuso, mas o mais certo, é mesmo que represente uma cruz, mas simplesmente, de forma simbólica.

De facto, a enorme inteligência e criatividade de Leonardo permitia-lhe tratar todos os assuntos que lhe provocavam algum interesse recorrendo a símbolos. Caso queira representar uma cruz, especialistas apontam duas hipóteses, sendo a mais provável a segunda. Muitos crêem, baseando-se na cópia existente, que o Menino mira o fuso (simbolicamente, a cruz) com uma devoção perplexa, reforçada pela expressão do seu olhar, que parece agradado com o objecto que tem em mãos. No entanto, em segunda hipóse, está a idéis de que o Menino brinca com o fuso com alegria, o que seria considerado uma heresia na altura em que foi pintada, caso este represente uma cruz. A imagem de Jesus brincando com a cruz não seria aceite pela conservadora sociedade, e menos ainda pela Igreja e pelo Tribunal Inquisidor.

Logo após o termino da Madona do Fuso, exatamente em 1502, torna-se engenheiro militar (oficial) de César Bórgia (Duque de Valentino). No mesmo ano viaja com este pelo norte da Itália (período em que desenhou muitos mapas e outros tipos de representações cartográficas), e acaba conhecendo Nicolau Maquiavel. No final desse mesmo ano retorna novamente a Florença, onde no ano seguinte inicia a sua pintura principal, a Mona Lisa, também conhecida como La Gioconda, juntamente com um mural público intitulado de Batalha de Anghiari (que infelizmente devido a problemas técnicos, em relação a nova maneira por ele criada para a execução de afrescos, não o conclui).

MonalisaEm 1503, Leonardo inicia sua mais celebre pintura, a Mona Lisa. A Mona lisa demonstrou o ótimo controle deste em relação as técnicas por ele criadas, a técnica sfumato (Esfumaçado) e o chiaroscuro (Claro e Escuro), mas o sfumato é a técnica principal dessa obra de Arte. Leonardo somente conseguiu concluir a sua celebre obra prima em cerca de 2 a 4 anos; fora pintado três versões antes da atual no mesmo painel, devido a esse excesso de tinta com o tempo surgiram muitas rachaduras que danificaram a pintura. O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito, é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. Não se sabe quem seria a modelo da pintura mas, há hipóteses que seja Isabella d'Este ou mesmo Cecilia Gallerani, e ainda Lisa del giocondo (daí La Gioconda); mas tudo leva a crer que seja realmente Isabella d'Este (possivelmente representada em 1490, como La Belle Ferronière).

O nome Monna Lisa foi-lhe atribuído por Giorgio Vasari, em 1550, trinta e um anos após a morte de Leonardo. O Nome La Gioconda, foi atribuído por Cassiano del Piombo em 1625, por pensar que fosse o retrato de "Lisa" (ou (Elisa) Gherardini, mulher do comerciante abastado de Florença Francesco dal Giocondo.

O historiador Maike Vogt-Lüerssen de Adelaide, sugeriu após ter pesquisado o assunto por 17 anos, que a mulher por trás do sorriso famoso é Isabel de Aragão, Duquesa de Milão, para quem Leonardo da Vinci trabalhou como pintor da corte durante 11 anos. O padrão do vestido verde escuro de Mona Lisa indica, segundo este estudioso, que é um modelo membro da casa de Visconti-Sforza. O retrato de Mona Lisa terá sido o primeiro retrato oficial da nova Duquesa de Milão e pintado no inverno ou verão 1489 (e não em 1503). O autor compara cerca de 50 retratos de Isabel de Aragão, representada como a Virgem ou Santa Catarina de Alexandria (nos quais só a própria duquesa poderia servir de modelo), e conclui que a semelhança à Mona Lisa é evidente. Ao lado um dos retratos da duquesa, pintado por Rafael Sanzio.[6]

Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.

Em cerca de dois a três anos após o termino da Mona Lisa Leonardo retorna a Milão.

* Retorno a Milão (1506-1513)

A virgem e o menino com Santa AnaAlgum tempo após retornar a Milão (cerca de dois anos), Leonardo então conclui a sua obra prima A Virgem das Rochas, que é vendida para a Confraria da Imaculada Conceição, para ser posta no altar da igreja no lugar Madona das Rochas (que não foi bem aceita pela confraria devido a alguns detalhes segundo eles “terríveis”); e a pintura rejeitada, Leonardo anos depois levaria para a França juntamente com a Mona Lisa.

Um ano após seu retorno a Milão, Leonardo inicia uma pequena pintura intitulada como Cabeça de Mulher ou La Scapigliata, que fica inacabada, mas, três anos depois serviria de modelo para o rosto de Leda (principal figura do quadro Leda e o Cisne).

Um ano após a pintura La Scapigliata, Leonardo da Vinci inicia uma nova pintura de avultadas medidas (168 x 112 cm). Nessa nova pintura Leonardo controla bastante bem a técnica do sfumato, mas ficou por concluir devido à sua partida para Roma. Esta obra é A virgem e o menino com Santa Ana, que retrata a Virgem Maria, seu filho Jesus e sua mãe Santa Ana (ou Sant’Ana), avó de Jesus, em uma cena privada e intimista da vida dos personagens. O que faz esta pintura incomum é que há duas figuras posicionadas obliquamente, sobrepostas. Maria está sentada no joelho de sua mãe, Sant’Ana. Ela se inclina para frente para segurar o menino Jesus que brinca (um tanto grosseiramente) com um cordeiro, sinal de seu próprio e vindouro sacrifício. Na composição desta pintura, Leonardo mostra novidades que serão adotadas principalmente pelos pintores venezianos Ticiano e Tintoretto, bem como Andréa Del Sarto, Pontormo e Corregio.

No fundo do quadro há cordilheiras geladas, que aos poucos perdem sua nitidez devido à distância. A maior parte das pinturas de Leonardo possui montanhas ou cordilheiras, devido a sua curiosidade e admiração pelas mesmas.

As figuras, sem exclusão do cordeiro, conservam uma aparência leve e suave através do esbatimento da cor, técnica muito aplicada nas obras tardias de Leonardo, de nome sfumato.

fonte: Wikipédia/2008                                                                                                             :: topo